domingo, 12 de dezembro de 2010

Paulo_e_Pedro_Bustorf_Brito_das_Vinhas SOS from a victim of EXTREME HOMOPHOBIE in a country where GAY mariages are allowed

PACE e LAVORO
como,mas como,me poderei esquecer da escarreta que a FRAULEIN Pinto Coelho me atirou à cara e de tudo o resto?
São FANTASMAS;
PARANÓIAS;
ESQUIZÓFRENIAS,
de raizes muito profundas,
quase (.....?) inesquecíveis,
e digamos que,
inenarráveis,
à cause dos
TABUS 
vigentes
Este Sr. chamava-se Boris Christoff e foi ,talvez o maior baixo de sempre.Conheci-o pessoalmente.A seguir temos outro enormíssimo Artista:Cesare Siepi,que também conheci ,pois era assistente de encenação no Teatro Nacional de São Carlos em 1977 ,numa produção de "Don Carlo" de Verdi,onde ele cantou,talvez uma das suas últimas criações do seu paradigmático Filipe II.Este Don Carlo de Verdi baseado na peça homónima de Schiller,tem imensas histórias picarescase interessantes,que se me fôr CONCESSO um dia contarei,uma delas foi no MET,em que o Corelli,numa fúria ,ao entrar em cena no último acto partiu,penso que a mão ao Siepi,e em que a Caballé acabou a ópera sustendo ,fortissimo,a última nota,cujo texto é "Oh Ciel"durante 18 segundos...
A DIZ PROPÓSITO
Outro dos maiores baixos:Nicolai Ghiaurov,que desde que comecei a frequentar o São Carlos,não me lembro da data,mas foi na vinda da














  • onde ainda a vi em duas suas criações de "Klitmnaestra" e "Phaedra" penso que em 1966 ou 1967,com a prima Maria Isabel.Como dizia nunca
    Ghiaurov pessoalmente.































  • Novamente Cesare Siepi,numa outra interpretação de La Calunnia:

    Ontem ,quando estava com um amigo de há longa data,a ver um recital meu ,antigo,num dos DVDs onde guardo recitais meus,séries,telenovelas,publicidades em que participei,mas em que sempre foi incómodo para alguns o ter participado,etc,no Bar Início,onde fiz vários recitais com o Tito Lívio,e que num deles,a Amália apareceu,para assistir com a Lili,escondidas as duas num recanto escuro do Bar,o locatário desta casa bateu-me à porta do quarto,a dizer,quase vociferando,que eu não podia ouvir "essas coisas",nesta casa,dizendo,género:estás para aí aos gritos,etc
    Outro grande:Ruggiero Raimondi,num espectáculo no Teatro do Palácio de Versailles,em que também actuaram,entre outros,a Caballé e a Horne,e que mantenho guardado em DVD


    Ora esta situação causa-me um grande constrangimento,pois nesta casa onde sempre a arte,o canto,a música,a voz,foram cultivadas,e não saindo eu desse leitmotif,acho estranho,numa casa onde sempre se cantou,estudou,praticou Ópera,eu não a poder ouvir,sauf che à la "BASILIO
         Certo; ma alla sordina"     ????? como sugere Don Basilio a Don Bartolo,no Barbeiro de Sevilha de Rossini,uma  CALUNNIA :


    BASILIO
    Cosi', con buona grazia
    bisogna principiare
    a inventar qualche favola
    che al pubblico lo metta in mala vista,
    che comparir lo faccia
    un uomo infame, un'anima perduta
    Io, io vi serviro': fra quattro giorni,
    credete a me, Basilio ve lo giura,
    noi lo farem sloggiar da queste mura.

    e onde,logo a seguir,canta a celebérrima
    Aria da Calúnia:


    BASILIO
    Ah, dunque
    la calunnia cos'e' voi non sapete?

    BARTOLO
    No, davvero.

    BASILIO
    No? Uditemi e tacete.


    La calunnia e' un venticello,
    un'auretta assai gentile
    che insensibile, sottile,
    leggermente, dolcemente
    incomincia a sussurrar.
    Piano piano, terra terra,
    sottovoce, sibilando,
    va scorrendo, va ronzando;
    nelle orecchie della gente
    s'introduce destramente
    e le teste ed i cervelli
    fa stordire e fa gonfiar.
    Dalla bocca fuori uscendo
    lo schiamazzo va crescendo
    prende forza a poco a poco,
    vola gia' di loco in loco;
    sembra il tuono, la tempesta
    che nel sen della foresta
    va fischiando, brontolando
    e ti fa d'orror gelar.
    Alla fin trabocca e scoppia,
    si propaga, si raddoppia
    e produce un'esplosione
    come un colpo di cannone,
    un tremuoto, un temporale,
    un tumulto generale,
    che fa l'aria rimbombar.
    E il meschino calunniato,
    avvilito, calpestato,
    sotto il pubblico flagello
    per gran sorte ha crepar.

    Ah! che ne dite?

    Questo?
    Boris Christoff numa das suas maiores criações:Mefistófeles no Fausto de Gounod
    Depois de tantas desgraças,um Português Suave,como dizia o Zé Carlos Ary,pede paz e apresenta  nevoeiro como no último poema da MENSAGEM de PESSOA.

    E,hélàs,ohimé,oibò,continua a preferir esta








    A única foto que me foi concedido (?) guardar do Paulo Vinhas aqui por coincidência também com o Pedro.Toda a dama tem o direito de defesa.e as versões oficializadas não condizem com a exactidão dos factos,e no que toca o Paulo,o que consta é que ficou paraplégico por eu lhe ter posto as mãos à frente dos olhos para provocar o acidente,quando o que ,de facto, aconteceu foi ele ter travado com o travão da frente duma Kawasaky 900 e se ter atirado para a berma da estrada,entre Monsaraz onde ficávamos ,em casa do avô Bustorf ,cedida pela Concha,devido ao meu estado de saúde,e Reguengos onde tinhamos decidido ir nesse dia.
    Eu voei,não sei quanto,(mas lembro-me que para chegar junto do Paulo ainda tive que andar um bocado) mesmo por cima de árvores,vi,juro que vi a morte ,mas como estava responsável pelo Paulo,não sei como "aterrei" DE PÉ ,apenas amparado por uns arbustos,e quando cheguei perto do Paulo ,ele estava morto,invoquei já nem sei quem,nem como,fiz -lhe reanimação e consegui que retornasse,mas em 1976,no Alentejo,naquela estrada só passou,passado um bom bocado,uma carrinha station,a quem pedi ajuda e pedi para que ligassem para o Hospital de Reguengos de Monsaraz a pedir uma ambulância,pedindo também para que não lhe tocassem,ao que me responderam que a ambulância demoraria perto de duas horas,e contra minha vontade ,pegaram no Paulo e puseram-no nas traseiras da Station,julgo que era Peugeot, e assim fomos para o dito Hospital.e de ambulância viémos para o Hospital de São José ,onde nem tive coragem de olhar a Concha,que nunca me viria a abandonar até ao fim.
    O livro que o Manuel Vinhas publicou então,do Brasil, "Profissão Exilado" desagradou,muito.foi-me dito pelo o Paulo em Alcoitão, ao Chico Vinhas ,que entretanto impusera ,como a Concha me confidênciou numa das muitas viagens que faziamos juntos na linha de Cascais,que o Chico não me queria encarar,ao que eu disse que a flexibilidade é uma Virtude Divina,,o que a Concha ,claro ,já compreendera há muito esse e tinha esse Conhecimento.
    Mesmo depois do desastre.e do que já então sobre mim "constava",fez questão em estar presente nos recitais que fiz posteriormente,no Teatro de São Luiz.
    Assim como no escritório do avô Bustorf,na Rua de São Domingos à Lapa,onde então moravam tendo a casa sido adaptada para o Paulo,na única fotografia por detrás da secretária era a do tio João Pereira da Rosa.
    Quanto o que aconteceu com o Pedro,mas aqui só sei o que ouvi dizer sobre o desenrolar da situação dele.
    Isto foi em 1976,tendo o Paulo morrido em 1986,num desastre ,na curva do Hotel Atlântico,A Isabelinha Peres Gomes,um grande amor platónico meu,de há muito,felizmente sobreviveu.
     Na versão oficializada é que ficou em coma por causa de um murro que um putativo segurança dum putativo Night Club,que o pôz em coma,quando o que aconteceu foi uma enormíssima overdose 5 minutos antes de pronunciar o sim,na hora do casamento.A Kawasaky era dele,e desde o grande estampanço que demos mesmo na entrada da Fontes Pereira de Melo,e que me tinha então posto uma dúvida na continuação.Acho que demos mais algum trambolhão ligeiro pelo caminho.repetindo-se ,apenas,mas com estampanço quase colossal,quando chegámos à Torre(?)
    de Monsaraz.Nessa altura estava muito em moda o MANDRAX,que exercia funções paralelas e não secundárias.....(  ;)  ) muito exarcebadas.Eu tinha conseguido arranjar alguns "caixotes",por imposição do Paulo,que nunca parava de tomar,embora eu tentasse controlar os tais"caixotes",não me lembro bem ,mas acho que tinham +- 54 comprimidos.

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